s.v.m.g.

Je est un autre

1 note

dia internacional contra a homofobia!

É hoje, 17 de maio.

Queria lembrar a todas e a todos que, apesar das várias conquistas, há um longo caminho a se percorrer ainda. Por mais que alguns direitos já nos sejam garantidos em alguns lugares, não podemos simplesmente considerar que o caminho natural da intolerância à homossexualidade é diminuir, ou desaparecer. De fato pode parecer, na linha histórica em que caminhamos, que estamos destinados a sermos completamente aceitos e que isso é somente uma questão de tempo; que as próximas gerações compreenderão completamente nossas identidades e teremos então garantido a autonomia sobre próprios corpos. Mas não podemos cair nesse erro, decorrente de uma visão falsamente evolucionista que acaba omitindo o fato de que, em muitos lugares do mundo, o ataque à livre expressão da sexualidade tem inclusive aumentado, seja impulsionado por intolerância religiosa, justificado por ideologias políticas conservadoras ou culturalmente cristalizado por arquétipos sociais.

Enquanto a expressão de sexualidades que fogem à lógica heteronormativa for criminalizada, em qualquer país que seja, sendo assim marginalizada através de uma desapropriação compulsória dos nossos corpos, não podemos descansar e cair na lógica esperançosa de que, lá na frente, há necessariamente um mundo melhor a nos esperar. É possível mesmo que ele venha a existir, e não devemos abandonar nossas convicções: mas mudanças dependem de atos, pois são eles que impulsionam os fatos. Está nas mãos de todos nós conceber esse novo amanhã. Não podemos simplesmente colher os frutos já crescidos, sem cultivar a semente dos próximos que ainda vão florescer no desequilibrado jardim das ideologias. A transformação é o processo, não seu resultado.

Força. ♥

213 notes

How can I keep my soul in me, so that
it doesn’t touch your soul? How can I raise
it high enough, past you, to other things?
… I would like to shelter it, among remote
lost objects, in some dark and silent place
that doesn’t resonate when your depths resound.
Yet everything that touches us, me and you,
takes us together like a violin’s bow,
which draws one voice out of two separate strings.
Upon what instrument are we two spanned?
And what musician holds us in his hand?
Oh sweetest song.
Love Song, Rainer Maria Rilke (via azorica)

(Source: oyuvou, via elodieeye)